Home Sociedade Furtado desvaloriza pretensões independentistas da Flec

Furtado desvaloriza pretensões independentistas da Flec

Share

O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, afirmou que a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) não dispõe de qualquer capacidade militar no território de Cabinda, classificando as alegadas acções armadas do movimento como mera propaganda política.

A declaração foi feita no último fim de semana, na cidade do Lubango, durante o Encontro Regional Sul da Sociedade Civil, organizado pelo Movimento Nacional Angola Real (MONAAR).

O evento reuniu representantes das províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cubango, com o objectivo de debater o papel das organizações da sociedade civil no desenvolvimento político, social e económico do país.

PROPAGANDA SEM EXPRESSÃO MILITAR”

Ao intervir no painel subordinado ao tema “A trajetória da luta armada em Angola (1975–2002)”, o general Francisco Pereira Furtado foi categórico ao afirmar que não existem forças militares organizadas da FLEC a operar em Cabinda, contrariando informações que circulam nas redes sociais e em algumas plataformas internacionais.

Segundo o responsável da Casa Militar, o Estado angolano mantém controlo efectivo e permanente sobre todo o território nacional, não havendo qualquer indício de ameaça armada no enclave de Cabinda.

AUTONOMIA PROCLAMADA FORA DO TERRITÓRIO

Recentemente, a FLEC anunciou a chamada autonomia da “República de Cabinda”, proclamada no dia 2 de Fevereiro, num evento alegadamente realizado em zonas florestais da província.

No entanto, o acto contou apenas com a participação virtual do líder do movimento, que se encontra no exterior do país, mais concretamente em Bruxelas, facto que, segundo analistas, evidencia a ausência de liderança e estrutura operacional no terreno.

ESTADO REAFIRMA SOBERANIA

As declarações do general surgem num contexto em que o Governo reafirma o seu compromisso com a defesa da soberania, da integridade territorial e da estabilidade nacional, sublinhando que Cabinda permanece sob vigilância das Forças de Defesa e Segurança.

Para o Executivo, as mensagens difundidas pela FLEC visam sobretudo ganhar visibilidade política internacional, sem correspondência prática em termos militares.

Related Articles

Projeto Mil Cores reforça segurança para travar invasões de terrenos

Os superficiários do Projeto Mil Cores, zona adjacente à Centralidade do Kilamba,...

Jornalista da Rádio Despertar assume cargo de liderança na UNITA em Luanda

O jornalista Agostinho Kayola, profissional da Rádio Despertar, foi nomeado Secretário Adjunto...

Agente de trânsito sobrevive a acidente na Barreira de Radar em Viana

Por volta das 17h50, registou-se um acidente de viação na Barreira do...

Bento Cangamba envolvido em polémica

O empresário Bento Kangamba volta a estar no centro de mais uma...