O Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges admitiu que, grande parte da população que vive na periferia de Luanda, ainda consome água sem qualidade, apontando que a deficiência se deve, fundamentalmente, à degradação do sistema.
“O abastecimento é basicamente feito por cisternas. E, nessas zonas periféricas, as pessoas pagam preços muito altos por uma água que não tem qualidade, na maior parte dos casos”,afirmou João Baptista Borges quando falava à imprensa, durante uma visita à Estação deTratamento de Água (ETA) do Luhongo,esta segunda-feira, em Benguela.
O governante reconheceu, por outro lado, dificuldades de vária ordem, com destaque para as de natureza orçamental, que, em certa medida, têm condicionado o ritmo de execução de algumas obras, de naneira a corresponder às expectativas da população e das autoridadeslocais.
“A nossa grande preocupação é Luanda, porque Luanda tem 13 milhões de pessoas, e mais da metade da população não tem acesso à água canalizada. Estamos com projectos em curso, visando duplicar a capacidade do abastecimento. Significa que vamos sair de uma capacidade nominal de cerca de 600 mil para cerca de 1,4 milhões de metros cúbicos”, disse.