Home Bastedores João Baptista Borges no centro de novas suspeitas de corrupção no setor da energia

João Baptista Borges no centro de novas suspeitas de corrupção no setor da energia

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O nome do Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, volta a agitar os corredores do poder, desta vez sob acusações de enriquecimento ilícito, tráfico de influência e negócios familiares milionários dentro do próprio setor que dirige.

Fontes internas do Ministério da Energia e Águas revelaram ao Informante que familiares diretos do ministro continuam a beneficiar-se de contratos públicos, através de empresas subcontratadas que operam como testas-de-ferro em esquemas de favorecimento.

De acordo com informações apuradas, um sobrinho do ministro — apontado como o seu principal operador empresarial — controla diversas empresas com ligações a contratos milionários de fornecimento e assistência técnica.

Entre elas, destaca-se a Diverminds, empresa que teria sido subcontratada pela multinacional chinesa Hong Kong Yongda Holding, num acordo de quase 1 milhão de euros para apoio técnico em projetos de energia em Angola.

Documentos e testemunhos obtidos indicam que a Diverminds pertence ao sobrinho e a um dos filhos do ministro João Baptista Borges, numa clara sobreposição entre interesses públicos e privados.

Funcionários do ministério, sob anonimato por medo de represálias, afirmam possuir provas documentais e comunicações internas que demonstram a ingerência direta do ministro em decisões de contratação e adjudicação de obras.

“Enquanto o povo continua sem água nas torneiras e com cortes diários de luz, há quem transforme o setor num império de negócios familiares”, lamentou um técnico sénior ouvido pelo Informante.

A crescente fortuna atribuída ao Ministro, apelidado nos bastidores de “O Ministro Bilionário”, alimenta a perceção de impunidade e mina a confiança nas promessas de transparência do Governo.

 Apurou ainda este Portal, que altos funcionários estão a preparar denúncias formais junto da Inspeção-Geral da Administração do Estado (IGAE) e da Procuradoria-Geral da República, pedindo investigação urgente sobre os contratos assinados nos últimos cinco anos.

Este caso reacende o debate sobre corrupçã0 institucional e nepotismo dentro do Executivo, num país onde o acesso à energia e à água continua a ser um luxo para milhões de cidadãos.

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